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Veja cinco lances históricos em que a interferência externa ajudaria a arbitragem a evitar vexames históricos

09 ABR 2018
09 de Abril de 2018

Uma grande interrogação vai assombrar boa parte da imprensa e de torcedores até pelo menos a próxima grande polêmica de arbitragem: houve interferência externa ou não na decisão do árbitro de voltar atrás na penalidade que ele marcou depois de uma disputa de bola envolvendo o palmeirense Dudu e o corintiano Ralf? Ao que tudo indica, nunca teremos uma resposta.

Enquanto o debate prossegue, vamos aqui uma seleção de cinco lances em que a interferência externa, caso houvesse, poderia ter ajudado que a arbitragem não passasse por vexames históricos, que entraram para a história do futebol e até hoje geram comentários.

 

O gol de mão de Maradona – Esse gol não pode falta em qualquer seleção do tipo. Vamos relembrar as circunstâncias. Argentina e Inglaterra disputavam uma vaga na semifinal da Copa do México, em 1986, no estádio Azteca. Quatro anos antes, os dois países entraram em uma outra disputa, bem sangrenta, por sinal, das Ilhas Malvinas. Claro que o ingrediente diplomático foi incluído nesta partida de futebol. Para os argentinos, uma vitória seria uma bela vingança. Ela veio e com requintes de crueldade. O primeiro gol, marcado por Maradona, nasceu quase que por acaso. O zagueiro Hodge foi tentar afastar uma bola quase na linha da grande área. No entanto, o chute pegou a direção contrária. Maradona, que estava dentro da área, resolveu disputar a bola com o goleiro Shilton  e usou a mão esquerda para desviá-la. O árbitro tunisiano Al Bin Nasser validou o lance, para desespero dos ingleses. Não há uma imagem clara, mas o auxiliar que atuava pelo lado onde o lance ocorreu, foi direto para o centro do gramado. O lance ficou cristalino para as câmeras de tv.

O gol de Hurst na final de 1966 –  Na final da Copa da Inglaterra, disputada em 1966, ocorreu um lance em que nem mesmo a ajuda da interferência externa resolveria a dúvida sobre se a bola entrou ou não. Relembrando: Inglaterra, a dona da casa, e a Alemanha faziam a grande final da competição. O tempo normal terminou com o placar empatado por 2 a 2. A partida foi para a prorrogação. O atacante Hurst recebeu um belo cruzamento vindo do lado direito. Ele estava de lado para o lance, mesmo assim conseguiu o domínio para depois  finalizar.  A bola bateu na trave e pingou no chão. A grande dúvida é: dentro ou fora do gol. O árbitro suíço Gottfried Vienst e o bandeirinha azerbaijano Tofiq Bahramov não tiveram dúvida e validaram o gol, que desempatou o confronto. Esse lance até hoje gera muita controvérsia. As imagens da época também não ajudam muito. Afinal, a tecnologia para se transmitir ou filmar uma partida de televisão ainda não estava bem avançada. Mas valeria a tentativa.

O gol não validado de Lampard em 2010 – 44 anos depois, as mesmas seleções voltaram a se enfrentar em uma fase decisiva de Copa do Mundo, a da África do Sul, em 2010. Até o uniforme que Inglaterra e Alemanha usaram eram quase os mesmos de 1966. O que não se imaginava era que um lance polêmico (mais um)  iria ficar eternizado nesta partida. Os alemães lideravam o placar por 2 a 1 e a Inglaterra buscava o empate. Frank Lampard  recebeu uma bola na entrada da grande área e chutou. A gorduchinha bateu na trave e pingou no chão. Quase como em 1966. A diferença é que, 44 anos depois, a bola bateu muito depois da linha do gol. O árbitro uruguaio Jorge Larrionda não enxergou direito o lance, muito menos seu auxiliar. Coincidência ou não, depois disso, os alemães fizeram mais dois gols, venceram pelo placar de 4 a 1, e conquistaram uma vaga para às quartas-de-final.               

O gol de Bolaños – https://t.co/XGioX2pZ0B

O gol de Francisco – Voltamos a 1986 para relembrar mais um lance polêmico daquela Copa. Desta vez, envolvendo o Brasil. Logo na estreia, a seleção canarinho (na época não era o pistola) enfrentou a Espanha. Naquela época, os espanhóis ainda não tinham atingido um patamar elevado entre as principais seleções de futebol. Mesmo assim, era um adversário para ser respeitado. Aos sete minutos da segunda etapa, um escanteio foi marcado para a Espanha.  A defesa brasileira até que conseguiu tirar a bola da área, mas o rebote ficou com Francisco, que matou no peito e arrematou. O goleiro Carlos até que saltou certo, mas não alcançou a gorduchinha que bateu na trave e pingou dentro do gol, tal como o gol de Lampard, pela Inglaterra, em 2010. O árbitro  australiano Christopher Bambridge não viu o gol, seu auxiliar também  não viu nada e o jogo seguiu. O Brasil venceria aquela partida pelo placar de 1 a 0.

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