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Palmeiras 100 anos: as outras histórias do Palmeiras

26 AGO 2014
26 de Agosto de 2014
Por Rodney Brocanelli

O Palmeiras tem umas das histórias mais ricas do futebol brasileiro. Conseguiu sobreviver a uma mudança de nome. Ajudou a resgatar a credibilidade do futebol brasileiro conquistando um torneio internacional logo após a derrota da seleção brasileira. Entrou em campo para representar a seleção brasileira em um amistoso contra uma seleção estrangeira. Caiu duas vezes para a segunda divisão do campeonato brasileiro e nas duas vezes mostrou que é possível voltar à série A sem burlar os regulamentos. E ainda, foi a única equipe que, para minimizar as gozações dos adversários, adotou um outro mascote.

São 100 anos com muitas histórias emblemáticas, que devem encher de orgulho o torcedor palmeirense. Entretanto, existem muitas outras, que podem ser contadas em forma de vitórias heroicas, gols e defesas importantes.

O Palmeiras de 1979 - Os tempos da segunda academia já tinham terminado. Ainda assim entre 1978 e 1979, o Palmeiras montou equipes competitivas que chegaram longe em dois campeonatos brasileiros seguidos. Em 79, o técnico Telê Santana montou um time titular sem talentos individuais, cuja força vinha do conjunto e dos fundamentos, característica do treinador. O grande ápice daquela equipe foi na partida contra o Flamengo, em 09 de dezembro. A equipe carioca era a grande favorita. No entanto, o Palmeiras não se intimidou no antigo Maracanã, na época um estádio ideal para a acomodação de geraldinos e arquibaldos. Fez um atuação de gala e derrotou o adversário pelo placar de 4 a 1. Com isso, conseguiu a classificação para a semifinal da competição. Nessa fase seguinte, caiu diante do Internacional, na partida disputada em São Paulo, com placar final de 3 a 2. O jogo de volta, em Porto Alegre, terminou 1 a 1, com os gaúchos garantindo classificação para a final. No entanto, aquela partida do Maracanã entrou para a história e está guardada com carinho na memória do torcedor. Prova disso são as dezenas de vídeos no You Tube rememorando aquela vitória. Ouça abaixo a narração de Fiori Gigliotti, pela Rádio Bandeirantes.

 

A classificação no Paulistão de 1986 - Para a chegar à final do campeonato paulista de 1986, o Palmeiras teve de enfrentar o Corinthians, em duas partidas disputadas no Morumbi. No primeiro jogo, vitória do adversário pelo placar de 1 a 0. Para se classificar, o alviverde tinha de vencer por uma diferença de dois gols. Se fizesse um no tempo normal, a partida iria para a prorrogação. Maluquices do regulamento da época. Na final do Paulistão de 1993, a mesma história praticamente se repetiu. Voltando a 86, Mirandinha abriu o placar que deu a sobrevida necessária ao time. Entretanto, o melhor estaria por vir no tempo extra. Mirandinha fez 2 a 0. E o lance que definiu o placar final foi antológico: um gol olímpico de Éder. Ouça a narração de José Silvério, então pela Rádio Jovem Pan.

Os 6 a 1 sobre o Boca Juniores - Da Libertadores que o Palmeiras disputou em 1994 (a primeira desde 1979), o que se pode guardar é a goleada sobre o Boca Juniores em pleno Palestra Itália.  Essa partida garantiu a convocação de Mazinho para a seleção brasileira que iria disputar a Copa dos EUA no mesmo ano. Evair fez dois gols, mas chama a atenção um fato: além dele, marcaram gols outros jogadores que não costumavam ir para as redes com regularidade naquela equipe espetacular, como o zagueiro Cléber, o lateral Roberto Carlos e o atacante Jean Carlo. Edílson também deixou o seu. Ouça e veja a narração de Galvão Bueno, pela Rede Globo.

As defesas de Marcos contra o Sport na Libertadores de 1999 - Talvez tenha sido o último grande momento do goleiro Marcos pelo Palmeiras. Já debilitado pelas dores que o fariam largar a carreira quase três anos depois, ele brilhou na disputa de pênaltis, pegando três cobranças. No tempo normal, Marcos fez ainda quatro grandes defesas, que salvaram o Palmeiras de ser desclassificado com uma derrota por um placar de dois gols de diferença. Ouça a narração de José Silvério, pela Rádio Bandeirantes.

O ano zero da era Parmalat - O contrato de co-gestão entre o Palmeiras e multinacional alimentícia Parmalat começou na metade do ano de 1992. A parceria chegou em boa hora, uma vez que o time procurava um rumo naquele ano, após uma má campanha no Brasileirão. Os astros viriam mesmo apenas em 1993, mas o time do ano anterior até que era decente. Tinha Mazinho, Evair, Maurílio e Jean Carlo e o goleiro Cesar, que estranhamente não ficou nos anos seguintes. Um outro grande nome daquela equipe era Cuca, que depois viria a se transformar em um grande técnico do futebol brasileiro. No comando, um grande nome formado no Rio Grande do Sul: Otacílio Gonçalves. No Paulistão, a campanha foi digna, com direito a grandes vitórias, uma delas de virada contra a Sãocarlense. Veja a reportagem de Oswaldo Paschoal, então na Rede Manchete.

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